After spitting on the hand that once helped you,
After destroying it all just 'cause you felt blue,
After raging for something you quite didn't know,
After making enemies of the rain and the snow,
After mocking the feeling they offered as loyal,
After forgetting respect and crowning yourself royal,
After installing around you the perfect monopoly,
After having it planted, you poisoned the tree,
After carving the idol you labeled him banished,
After raising the sword, saying it wasn't brandished,
After wooing with deciet the lamb and the herder,
After having it all you just had to go further.
After forgiveness without end,
There is now no more amend,
For you made that sharp nail bed
The moment you wished me dead.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Dançando com o Diabo
Efémera silhueta de chamas,
Tentação e razão da mente que terá sido una.
É ambíguo o passo lânguido da devassa figura,
Sendo ela não mais que um reflexo do ego
Que ondula ao sabor de não se sabe bem o quê.
Sucumbo aos seus prazeres.
E para quê?
Para me envolver nesta arte de primatas,
Este gerúndio sem fim que me apela à prevaricação.
Para ser castrada a liberdade com rasgados sorrisos
Que apenas tal figura onírica me poderia ofertar.
Ah, amistoso espectro da maldade mais inocente!
E pensar que me tentas, por místicos meios falíveis,
A cheirar também eu ao enxofre do teu reino sem súbditos.
E tudo por uma dança de bailarico,
Um teatro que não o era,
Uma sentida e pura vontade que não alcançará jamais a luz do dia...
Por um desejo ilegítimo morto à nascença.
Mas por fim voam centelhas ao pisar dos seus cascos!
E cospem-se labaredas, e vociferam-se impropérios em vil devaneio!
Solta-se a derradeira nota, cessa-se o passo,
Pois não mais a banda toca em honra de sua majestade infernal,
Fora a própria que por fim apelara ao silêncio.
Cai por terra a folia agora sem regras
Que, em tom passado, se ensinaram e aprenderam.
Não mais sucumbo a tomar a mão da discórdia
E renego a adulteração do ego que manifesto.
Não mais danço com a flamejante figura
Pois este Diabo tem pés de chumbo.
Tentação e razão da mente que terá sido una.
É ambíguo o passo lânguido da devassa figura,
Sendo ela não mais que um reflexo do ego
Que ondula ao sabor de não se sabe bem o quê.
Sucumbo aos seus prazeres.
E para quê?
Para me envolver nesta arte de primatas,
Este gerúndio sem fim que me apela à prevaricação.
Para ser castrada a liberdade com rasgados sorrisos
Que apenas tal figura onírica me poderia ofertar.
Ah, amistoso espectro da maldade mais inocente!
E pensar que me tentas, por místicos meios falíveis,
A cheirar também eu ao enxofre do teu reino sem súbditos.
E tudo por uma dança de bailarico,
Um teatro que não o era,
Uma sentida e pura vontade que não alcançará jamais a luz do dia...
Por um desejo ilegítimo morto à nascença.
Mas por fim voam centelhas ao pisar dos seus cascos!
E cospem-se labaredas, e vociferam-se impropérios em vil devaneio!
Solta-se a derradeira nota, cessa-se o passo,
Pois não mais a banda toca em honra de sua majestade infernal,
Fora a própria que por fim apelara ao silêncio.
Cai por terra a folia agora sem regras
Que, em tom passado, se ensinaram e aprenderam.
Não mais sucumbo a tomar a mão da discórdia
E renego a adulteração do ego que manifesto.
Não mais danço com a flamejante figura
Pois este Diabo tem pés de chumbo.
domingo, 11 de outubro de 2009
Frases feitas
Se o Verão é brasa em fúria,
Travo seco, fogo ardente,
O Inverno é fria lamúria,
Apatia omnipresente.
Se a calma é tempo imenso,
Linha sóbria e inteira,
A raiva é mistério denso,
Mancha negra, desordeira.
Se a alegria é orgasmo,
Trinta risos de assentada,
A tristeza é um poço
Onde já não nasce nada.
Se o dia é movimento,
Energia laboral,
A noite é ponderada
Em azul imperial.
Se amor é sentimento
Que vai longe e mais além,
O ódio não é diferente,
E é tudo isso também.
Se a verdade é trivial
Quanto tudo o que aqui disse,
Então pudera eu dar por ela
No momento em que a visse.
Travo seco, fogo ardente,
O Inverno é fria lamúria,
Apatia omnipresente.
Se a calma é tempo imenso,
Linha sóbria e inteira,
A raiva é mistério denso,
Mancha negra, desordeira.
Se a alegria é orgasmo,
Trinta risos de assentada,
A tristeza é um poço
Onde já não nasce nada.
Se o dia é movimento,
Energia laboral,
A noite é ponderada
Em azul imperial.
Se amor é sentimento
Que vai longe e mais além,
O ódio não é diferente,
E é tudo isso também.
Se a verdade é trivial
Quanto tudo o que aqui disse,
Então pudera eu dar por ela
No momento em que a visse.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Uivo
Sombras espessas e geladas
Mancham as minhas passadas
Quando a lua, cheia e nua
Poisa em mim sua luz crua.
Pulsa forte, feia, fria
Como cheiro que arrepia.
Mancha fina, firme, forte
Comparável com a morte.
Mantra unilateral,
Voz distante, imaterial,
Luxuosa e sem igual.
Imune ao digital,
Cor vibrante, surreal,
D'uma saturação tal
Que se prova desleal
Contra luz artificial.
Esfera deusa no astral,
Fonte fresca e maternal,
Indiferente, mas sem mal,
Que eleva ao fatal
Qualquer desejo carnal,
Falso ou fundamental.
E eis que se vai, alada,
Em glória afugentada,
Para o seu apeadeiro.
Mais um dia soalheiro.
Mancham as minhas passadas
Quando a lua, cheia e nua
Poisa em mim sua luz crua.
Pulsa forte, feia, fria
Como cheiro que arrepia.
Mancha fina, firme, forte
Comparável com a morte.
Mantra unilateral,
Voz distante, imaterial,
Luxuosa e sem igual.
Imune ao digital,
Cor vibrante, surreal,
D'uma saturação tal
Que se prova desleal
Contra luz artificial.
Esfera deusa no astral,
Fonte fresca e maternal,
Indiferente, mas sem mal,
Que eleva ao fatal
Qualquer desejo carnal,
Falso ou fundamental.
E eis que se vai, alada,
Em glória afugentada,
Para o seu apeadeiro.
Mais um dia soalheiro.
terça-feira, 28 de julho de 2009
O homúnculo
Sacio uma vontade gutural na terceira pessoa
E pondero os místicos dizeres de além-ser.
Palpita pelas veias o sumo alado e ascendente,
Ode inaudível à esposa do hipotálamo, ela ressoa mesmo assim
Sereno esbracejas venoso que me comprime
Em forma antropomórfica desconhecida.
Exposta a minúcia da férrea corrente,
Monstro de cristais e mercúrio virulento,
Advém a mim, liliputiano imaginário, a suposição
De que vida invade a minha casa de carbono.
Mártir à condição craniana
Encolho-me qual ideia desviante
E masco pensamentos de discórdia e erotismo,
Extasiado pelos sons da madrugada.
Ardente pelo soltar da meninge,
Placenta envolvente e meu lar,
Quero saborear o prato genérico da consciência.
Monstro de escombros patológicos
Sem vesícula que me dissolva o desejo,
Arranho o crânio com a cor carmesim
E expulso as minhas dores agudas e reflexas
Em zumbidos estáticos e crescentes, vibrantes até ao estribo.
Mas eis que a sinfonia da sanidade
Se sobrepõe à minha cacofonia inquieta
Com o acordar do escudo da córnea,
Inundando-me de vaporosas trevas novamente.
Fecho o meu tórax e resfrio o meu canto
Para voltar a ser um feto de temores,
O parceiro do polígamo mestre raiado,
Cujo reino é o esqueleto e o fosso a louca consciência.
Sou novamente homúnculo,
O desejo de quem não me controla.
E pondero os místicos dizeres de além-ser.
Palpita pelas veias o sumo alado e ascendente,
Ode inaudível à esposa do hipotálamo, ela ressoa mesmo assim
Sereno esbracejas venoso que me comprime
Em forma antropomórfica desconhecida.
Exposta a minúcia da férrea corrente,
Monstro de cristais e mercúrio virulento,
Advém a mim, liliputiano imaginário, a suposição
De que vida invade a minha casa de carbono.
Mártir à condição craniana
Encolho-me qual ideia desviante
E masco pensamentos de discórdia e erotismo,
Extasiado pelos sons da madrugada.
Ardente pelo soltar da meninge,
Placenta envolvente e meu lar,
Quero saborear o prato genérico da consciência.
Monstro de escombros patológicos
Sem vesícula que me dissolva o desejo,
Arranho o crânio com a cor carmesim
E expulso as minhas dores agudas e reflexas
Em zumbidos estáticos e crescentes, vibrantes até ao estribo.
Mas eis que a sinfonia da sanidade
Se sobrepõe à minha cacofonia inquieta
Com o acordar do escudo da córnea,
Inundando-me de vaporosas trevas novamente.
Fecho o meu tórax e resfrio o meu canto
Para voltar a ser um feto de temores,
O parceiro do polígamo mestre raiado,
Cujo reino é o esqueleto e o fosso a louca consciência.
Sou novamente homúnculo,
O desejo de quem não me controla.
sábado, 4 de julho de 2009
Floating in denial
Float...
Float like a fallen green leaf.
Wander the surface of this vast lake's waters,
Let it's calmness become your soul's petty thief.
Wander...
Wander through the skies,
Let your eyes dance with the flying swallows,
See in clouds promises of sweet lies.
Listen...
Listen to the whistling wind,
The grass and bamboo flutes play distant tunes,
Which help you forget that you sinned.
Feel...
Feel the breeze in your skin,
Taking far away spoken words wished forgotten
With it's slow breath, so frail and thin.
Love...
Love this lake as the one you miss.
Float until your senses are pleased and your soul deceased,
Drift forgetting what you felt was amiss,
When you were dismissively denied
That very last kiss.
Float like a fallen green leaf.
Wander the surface of this vast lake's waters,
Let it's calmness become your soul's petty thief.
Wander...
Wander through the skies,
Let your eyes dance with the flying swallows,
See in clouds promises of sweet lies.
Listen...
Listen to the whistling wind,
The grass and bamboo flutes play distant tunes,
Which help you forget that you sinned.
Feel...
Feel the breeze in your skin,
Taking far away spoken words wished forgotten
With it's slow breath, so frail and thin.
Love...
Love this lake as the one you miss.
Float until your senses are pleased and your soul deceased,
Drift forgetting what you felt was amiss,
When you were dismissively denied
That very last kiss.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Fey tale
On Winter nights
The dark kin zests.
In foggy cold heights
The dragon rests.
On Spring dawns
The thin ice breaks.
Through songs of fauns,
The dragon wakes.
On Summer days
Warmth roams the skies.
While Pan's flute plays,
The dragon flies.
On Autumn dusks
The dryad cries.
Oblivion lurks,
The dragon dies.
The dark kin zests.
In foggy cold heights
The dragon rests.
On Spring dawns
The thin ice breaks.
Through songs of fauns,
The dragon wakes.
On Summer days
Warmth roams the skies.
While Pan's flute plays,
The dragon flies.
On Autumn dusks
The dryad cries.
Oblivion lurks,
The dragon dies.
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