I turned to you with the frown most bleak.
Thoughts unspoken clutched my soul,
Swelled up, swallowed me whole.
As out of your bed I rolled
I opened my mouth to speak:
"There are things I never said,
Thoughts, ideas, memories,
Things I see that no one sees,
Things I can't show you, but please,
Bear them as they are played.
I can't speak them for they'd be lies,
Mortal wounds painted in gray.
In my head they seem OK,
But in made-up words I just can't say.
Thoughts are things I can't disguise.
Special soul which you may be,
Too much may be stored ahead,
We walked paths which no one led,
From no book this can be red,
I don't know if you can truly know me."
Snatching me as I got away,
You stood up in front of the window,
In a curtain background of bordeaux,
Smiled a smile that seemed to grow,
Mesmerized me just to say:
"Mortal wounds hurt more than lies.
Things unsaid are superficial,
Things forgotten artificial.
Things superfluous are never special
As long as they don't end up in goodbyes."
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Motto against Drama
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Fado em contra-luz
Se me pedires porventura,
Num momento de ternura
Um olhar de doçura,
eu dou.
Se quiseres um encosto
Por um infeliz desgosto,
Não abandono o posto,
Lá estou.
Se quiseres o infinito,
Seja verdade ou mito,
Se o encontrar não hesito,
Eu to oferto.
Se achares que estou distante,
Como a um cego amante
Pede e num breve instante,
Estou perto.
Mas...
Se mandar o coração,
Que me apertes a mão
Cedo à triste ilusão
Que seduz.
Ao fim do dia, em segredo,
Por saber que sofres medo,
Amo-te pelo avesso,
Em contra-luz.
Num momento de ternura
Um olhar de doçura,
eu dou.
Se quiseres um encosto
Por um infeliz desgosto,
Não abandono o posto,
Lá estou.
Se quiseres o infinito,
Seja verdade ou mito,
Se o encontrar não hesito,
Eu to oferto.
Se achares que estou distante,
Como a um cego amante
Pede e num breve instante,
Estou perto.
Mas...
Se mandar o coração,
Que me apertes a mão
Cedo à triste ilusão
Que seduz.
Ao fim do dia, em segredo,
Por saber que sofres medo,
Amo-te pelo avesso,
Em contra-luz.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
The drunkard's lament
Bodies burst to thousand stars
Leaving deep and burning scars,
Silence, scents and sweet seduction
Instigate mental reduction.
Father Nix and Somnus witness
The embrace, pious caress,
Which enthralled me to those wishes
Through melodramatic kisses.
Fragile being, faint illusion,
Mathematical conclusion,
Remembrance of past grim fate,
Arriving a bit too late.
Soon it's gone and last unspoken,
Blissful dream until awoken,
Stars dance dead and soon they fade
To the love we never made.
Leaving deep and burning scars,
Silence, scents and sweet seduction
Instigate mental reduction.
Father Nix and Somnus witness
The embrace, pious caress,
Which enthralled me to those wishes
Through melodramatic kisses.
Fragile being, faint illusion,
Mathematical conclusion,
Remembrance of past grim fate,
Arriving a bit too late.
Soon it's gone and last unspoken,
Blissful dream until awoken,
Stars dance dead and soon they fade
To the love we never made.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Veluta
Violinos...
Soam-me a cordas
As pequenas parcelas estéticas
Que outrora foram uma flor.
Flautas...
Soam-me a sopros,
Os bóreas delicodoces que as levam,
Carregando consigo o segredo de mais uma estação.
E quão harmonioso é o seu concerto!
Acordes claros, simétricos,
Trindades melancólicas em terceiras e quintas,
Em modo menor que à tristeza tanto permite,
Tão discretas como o som da neve ao cair,
Cada momento um pizzicatto perfeito,
Colocado no momento único a si,
Guiado pela matemática inerente do momento...
Sempre com resolução adequada.
Mas ao retomar do tema, o vento mudou.
Onde foi a dança de sensações feitas sons?
Onde está o melancólico modo menor
Que tanto me acariciou no momento fugaz
Da queda dos violinos?
Porque se inverteu o correr das estações
Fazendo a Primavera dar lugar ao Inverno,
E repousa a minha neve de acordes
Numa calada lagoa gelada?
Soam-me a cordas
As pequenas parcelas estéticas
Que outrora foram uma flor.
Flautas...
Soam-me a sopros,
Os bóreas delicodoces que as levam,
Carregando consigo o segredo de mais uma estação.
E quão harmonioso é o seu concerto!
Acordes claros, simétricos,
Trindades melancólicas em terceiras e quintas,
Em modo menor que à tristeza tanto permite,
Tão discretas como o som da neve ao cair,
Cada momento um pizzicatto perfeito,
Colocado no momento único a si,
Guiado pela matemática inerente do momento...
Sempre com resolução adequada.
Mas ao retomar do tema, o vento mudou.
Onde foi a dança de sensações feitas sons?
Onde está o melancólico modo menor
Que tanto me acariciou no momento fugaz
Da queda dos violinos?
Porque se inverteu o correr das estações
Fazendo a Primavera dar lugar ao Inverno,
E repousa a minha neve de acordes
Numa calada lagoa gelada?
Flavors
Romantismo musical
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Cherry
Bite it, lick it,
Eat the cherry,
Do I love it?
Oh so very!
Can be visual
Or literary,
It's just so
Extraordinary!
It's not fake,
Imaginary,
It's so tasty
It's quite scary!
Does no harm,
Quite the contrary,
Polka-dotted,
Fun and merry,
Sings it loud
Like a canary!
Permanent,
Not temporary,
As obscene
As Virgin Mary!
Check it out,
Don't be a fairy,
Come on, now,
It's just a berry!
Eat the cherry,
Do I love it?
Oh so very!
Can be visual
Or literary,
It's just so
Extraordinary!
It's not fake,
Imaginary,
It's so tasty
It's quite scary!
Does no harm,
Quite the contrary,
Polka-dotted,
Fun and merry,
Sings it loud
Like a canary!
Permanent,
Not temporary,
As obscene
As Virgin Mary!
Check it out,
Don't be a fairy,
Come on, now,
It's just a berry!
Flavors
Very Berry Cherry
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
After all
After spitting on the hand that once helped you,
After destroying it all just 'cause you felt blue,
After raging for something you quite didn't know,
After making enemies of the rain and the snow,
After mocking the feeling they offered as loyal,
After forgetting respect and crowning yourself royal,
After installing around you the perfect monopoly,
After having it planted, you poisoned the tree,
After carving the idol you labeled him banished,
After raising the sword, saying it wasn't brandished,
After wooing with deciet the lamb and the herder,
After having it all you just had to go further.
After forgiveness without end,
There is now no more amend,
For you made that sharp nail bed
The moment you wished me dead.
After destroying it all just 'cause you felt blue,
After raging for something you quite didn't know,
After making enemies of the rain and the snow,
After mocking the feeling they offered as loyal,
After forgetting respect and crowning yourself royal,
After installing around you the perfect monopoly,
After having it planted, you poisoned the tree,
After carving the idol you labeled him banished,
After raising the sword, saying it wasn't brandished,
After wooing with deciet the lamb and the herder,
After having it all you just had to go further.
After forgiveness without end,
There is now no more amend,
For you made that sharp nail bed
The moment you wished me dead.
domingo, 8 de novembro de 2009
Dançando com o Diabo
Efémera silhueta de chamas,
Tentação e razão da mente que terá sido una.
É ambíguo o passo lânguido da devassa figura,
Sendo ela não mais que um reflexo do ego
Que ondula ao sabor de não se sabe bem o quê.
Sucumbo aos seus prazeres.
E para quê?
Para me envolver nesta arte de primatas,
Este gerúndio sem fim que me apela à prevaricação.
Para ser castrada a liberdade com rasgados sorrisos
Que apenas tal figura onírica me poderia ofertar.
Ah, amistoso espectro da maldade mais inocente!
E pensar que me tentas, por místicos meios falíveis,
A cheirar também eu ao enxofre do teu reino sem súbditos.
E tudo por uma dança de bailarico,
Um teatro que não o era,
Uma sentida e pura vontade que não alcançará jamais a luz do dia...
Por um desejo ilegítimo morto à nascença.
Mas por fim voam centelhas ao pisar dos seus cascos!
E cospem-se labaredas, e vociferam-se impropérios em vil devaneio!
Solta-se a derradeira nota, cessa-se o passo,
Pois não mais a banda toca em honra de sua majestade infernal,
Fora a própria que por fim apelara ao silêncio.
Cai por terra a folia agora sem regras
Que, em tom passado, se ensinaram e aprenderam.
Não mais sucumbo a tomar a mão da discórdia
E renego a adulteração do ego que manifesto.
Não mais danço com a flamejante figura
Pois este Diabo tem pés de chumbo.
Tentação e razão da mente que terá sido una.
É ambíguo o passo lânguido da devassa figura,
Sendo ela não mais que um reflexo do ego
Que ondula ao sabor de não se sabe bem o quê.
Sucumbo aos seus prazeres.
E para quê?
Para me envolver nesta arte de primatas,
Este gerúndio sem fim que me apela à prevaricação.
Para ser castrada a liberdade com rasgados sorrisos
Que apenas tal figura onírica me poderia ofertar.
Ah, amistoso espectro da maldade mais inocente!
E pensar que me tentas, por místicos meios falíveis,
A cheirar também eu ao enxofre do teu reino sem súbditos.
E tudo por uma dança de bailarico,
Um teatro que não o era,
Uma sentida e pura vontade que não alcançará jamais a luz do dia...
Por um desejo ilegítimo morto à nascença.
Mas por fim voam centelhas ao pisar dos seus cascos!
E cospem-se labaredas, e vociferam-se impropérios em vil devaneio!
Solta-se a derradeira nota, cessa-se o passo,
Pois não mais a banda toca em honra de sua majestade infernal,
Fora a própria que por fim apelara ao silêncio.
Cai por terra a folia agora sem regras
Que, em tom passado, se ensinaram e aprenderam.
Não mais sucumbo a tomar a mão da discórdia
E renego a adulteração do ego que manifesto.
Não mais danço com a flamejante figura
Pois este Diabo tem pés de chumbo.
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